Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005

O PS e a central de compostagem da Cova da Beira


Há um limite a partir do qual se deve questionar a seriedade dos adversários.
É o que sucede quando se falta despudoradamente à verdade sobre factos concretos e objectivos.
Refiro-me às declarações de responsáveis do PS sobre a central de compostagem da Cova da Beira, publicadas ontem na Kaminhos.
Percebe-se, de imediato, que pretendem proteger a responsabilidade do Eng. José Sócrates nesta obra.
O Governo a que pertenço, decidiu ampliar a capacidade da central de compostagem.
Tal decisão resultou da constatação que este equipamento tinha sido construído para receber 50.000 toneladas de resíduos em 12 anos e ao fim de 6 anos já teria ultrapassado as 65.000 toneladas. Ou seja, tivemos que corrigir mais um erro do Eng. José Sócrates.
O Governo a que pertenço, teve que realizar vultuosos investimentos para que esta central pudesse funcionar em condições - nos aterros, na construção de uma ETAR, na correcção das deficiências do edifício.
Como pode o PS afirmar que a construção de duas lagoas para as águas lixiviadas é uma solução aceitável em termos ambientais? Como puderam omitir a situação das graves infiltrações de águas lixiviadas nos solos agrícolas e lençóis freáticos e depois afirmar que a central foi inaugurada sem problemas de funcionamento?
O PS conhece muito bem os gravíssimos erros cometidos pelo Eng. José Sócrates neste processo.
Por isso teve necessidade de visitar a central.
Por isso fez declarações que faltam à verdade e que são um atentado à inteligência de qualquer cidadão.


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